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Chuck Berry tocando sua guitarra (Foto: Bob Gruen)
Um mestre na guitarra, um dos precursores do Rock n' Roll. Um homem que criou músicas atemporais que se mantêm atuais até hoje.
Chuck teve muita influência da música country, mas, como todo bom rockeiro, teve alguns problemas com a justiça quando era jovem. Ficou preso durante o que muitos diziam ser o pico de sua carreira. Após cumprir pena voltou a gravar e se tornou um dos maiores guitarristas e letristas da música mundial.
Sempre demontrou em suas músicas grandes referências de mestres como Nat King Cole, Louis Jordan e Muddy Waters. O blues foi base para o nascimento do Rock e Chuck Berry foi um dos pais do Rock n' Roll.
A maioria de suas gravações mais famosas foram lançadas pela Chess Records com o pianista Johnnie Johnson, o baixista Willie Dixon e o baterista Fred Bellow.
Confira o vídeo da música Carol, tocada nos estúdios da BBC, em 1972, em Londres na Inglaterra.
Se você está pensando naquele paraíso brasileiro de águas claras, conhecido como Fernando de Noronha, você quebrou a cara. Vou falar do bluesman chamado Fernando Noronha.
Um músico que tem uma pegada de Stevie Ray Vaughan tupiniquim. Com a banda Black Soul já se consolidou como um dos principais músicos de blues do Brasil. Junto ao conjunto, ele tocou nas quatro cantos do mundo, abrindo para B. B. King, Buddy Guy, Jeff Healey e outros mestres.
Fernando já está em seu sétimo álbum, seu último álbum intitulado de "Meet Yourself" de 2010 recebeu diversas criticas positivas. Sua influência de Rock é visívek, porém nunca deixa de lado seu estilo que o consagrou. Essa mistura agrada tanto ao público que ama um blues com pegada rápida tanto ao público que curte Rock'n' Roll.
O mundo da música está mudando constantemente. Todos os estilos musicais utilizam referências e influências de outras vertentes. Um bom exemplo disso é o Rock'n'Roll que surgiu do Blues e do R&B. Este exemplo se repete no caso da MPB, que teve influência do Chorinho e da Bossa-Nova.
Essa mutação contínua das canções é o fator que proporciona o desenvolvimento de novos conjuntos ou até movimentos especializados, como acontece também nas artes plásticas. As referências e influências particulares do artista levam-no para caminhos às vezes nunca explorados, desenvolvendo, em alguns casos, um marco na arte na cultura nacional.
A Música Popular Brasileira é um estilo de música muito amplo. É fácil reconhecer os traços da Bossa-nova na MPB, porém outras vertentes da música deram sua contribuição no nascimento deste estilo. O Rock está presente no DVD “Ao Vivo lá em Casa” do ex-vocalista do Titãs, Arnaldo Antunes, que faz um som com características bem brasileiras e traços da MPB. Todo trabalho criado que leva essa tradição nacional, influência dos grandes nomes da música brasileira e que tem, acima de tudo, uma referência da cultura popular pode ser considerado MPB.
A MPB é o Chorinho brasileiro, é o Baião nordestino. Ela pode ser o Tropicalismo, o Rock n’ Roll nacional ou a Vanguarda Paulista. A música popular brasileira é uma Mutação interminável! O mundo se transformou, por que ela continuaria a mesma? Não importa se o ouvinte prefere Elis Regina ou Maria Rita, a cultura que ele vai adquirir ao conhecê-las é o que mantém este estilo musical vivo até hoje.
A data é 11 de agosto de 1938. Na cidade de Greenwood, no estado do Mississipi, o povo aguarda a presença do homem que dizem ter vendido sua alma ao diabo. O ruído do trem aumenta conforme ele se aproxima da estação. A antecipação de alguns moradores acompanha o volume do barulho que ressoa do trem.
Muitos temem a presença deste homem, muitos admiram a sua música. Algo estranho paira no ar, enquanto pessoas aguardam a chegada do homem misterioso na própria estação de trem. Um último suspiro vindo dos freios do trem marca a parada total nos trilhos. Jovens, adultos, homens e mulheres desembarcam na cidade. Porém, aquele que era aguardado com temor de uns e admiração de outros não desceu de nenhum dos vagões.
O bar “Three Forks” já anunciou o concerto deste artista “infernal”. Ao passear pela rua é possível ouvir alguns comentando: “ele toca de costas para o público, para não mostrar o olhar demoníaco que surge para ajudá-lo”. Muito é dito, boatos são contagiosos como a gripe, mas a única certeza que todos tinham é que o gaitista Sonny Boy Williamson acompanhará o artista que dizem ser associado a Lúcifer.
O trem que deveria trazê-lo já chegou, todos desembarcaram, mas o guitarrista não desceu. Este fato fez grande parte da população local imaginar diversas histórias do que poderia ter ocorrido: “Será que o demônio finalmente cobrou sua dívida?”
Apenas o jovem Sonny sabia o paradeiro dele, mas resolveu não contar a ninguém. Todo aquele alarde foi dando visibilidade ao show, enquanto todos imaginavam quando o guitarrista chegaria, ele se escondia na cama de uma mulher casada na parte sul da cidade.
Em poucos dias, eles tocariam no bar Three Forks e com tantos boatos sobre o bluesman, que gravara algumas músicas em 1936 e 1937, o show ficaria lotado. Estas canções teriam sido gravadas com um dom oferecido a ele diretamente pelo Satanás, em uma encruzilhada da Highway 61 com a Highway 49. Ele portava seu violão, esperou até um pouco antes da meia-noite. Quando o relógio ficou com os ponteiros juntos no número 12, o Diabo surgiu e tocou-lhe o ombro. Ele sabia que era importante não olhar para o Demônio, que pegou seu violão, tocou algumas músicas e devolveu o instrumento. Com este simples gesto o acordo foi feito.
Finalmente chegou o dia do concerto e muitos da cidade estão animados, muitos estão apavorados e todos aguardam por algo diferente. O bar está lotado, Sonny aguarda a presença do polêmico guitarrista olhando para as pessoas presentes no Three Forks. Sua atenção está em um homem de aparência bruta, suado e com cara de poucos amigos. Aquele homem não lhe é estranho.
Robert Johnson entra no bar, segurando seu violão na mão esquerda. Ele pede um uísque para o barman e olha ao redor. Rapidamente percebeu que o olhar de todos está voltado para o bar de madeira antiga onde está sentado. Ele termina seu uísque e chama seu amigo Sonny Boy Willamson para começar a tocar.
Após três músicas, Sonny repara que aquele homem de aparência bruta, que chamou sua atenção antes do show, despejou algo na bebida de Robert e tenta avisá-lo. Porém, Johnson não lhe dá ouvidos e toma o drink envenenado.
Três dias depois da intoxicação descobriram que o homem que o envenenou era marido da mulher que Robert dormiu alguns dias antes da apresentação. Johnson se recuperou do envenenamento, mas com o corpo debilitado acabou falecendo de uma pneumonia. Era o fim do mestre do blues que diziam ter vendido a alma ao Belzebú.