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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Peça sobre os últimos dias de Kurt Cobain estreia sábado em São Paulo



Kurt Cobain





Nada de musical ou de tentar mostrar o sucesso estrondoso do Nirvana. A peça "Aberdeen - Um Possível Kurt Cobain", que estreia neste sábado (7) na Galeria Olido (centro de São Paulo), abre espaço ao lado frágil, solitário e autodestrutivo do músico, que se matou em 5 de abril de 1994.
A história toda se passa com base em divagações, pensamentos e conversas que Cobain teria tido com Boddah, seu amigo imaginário, nos três dias em que foi considerado desaparecido --antes da localização do corpo.


O ator Nicolas Trevijano, idealizador do projeto e intérprete do monólogo, conta que decidiu fazer a peça após assistir ao filme "Retrato de uma Ausência", que mostrava o lado humano do artista. "Saí encantado com ele, e resolvi falar desse homem angustiado, sensível, apaixonante, e de sua tentativa de compreender o mundo", explica.


Trevijano também diz que, durante a preparação do espetáculo, a equipe procurou um psicólogo para entender melhor os pensamentos do líder do Nirvana. Entregaram o texto da peça e a carta de suicídio, que falava de empatia. "Tentamos essa aproximação, de saber o que ele tem que está em mim e em todos nós."


"Aberdeen - Um Possível Kurt Cobain" tem direção de José Roberto Jardim e texto de Sérgio Roveri. A entrada é gratuita. Aberdden, do título, é o nome da cidade norte-americana onde o músico viveu a infância e a adolescência.

Fonte: Folha

quarta-feira, 7 de março de 2012

Música Popular Brasileira e sua eterna mutação


Mpb brasileiro. (Imagem: http://blogfalae.blogspot.com/2011/05/mpb.html)


O mundo da música está mudando constantemente. Todos os estilos musicais utilizam referências e influências de outras vertentes. Um bom exemplo disso é o Rock'n'Roll que surgiu do Blues e do R&B. Este exemplo se repete no caso da MPB, que teve influência do Chorinho e da Bossa-Nova.




Essa mutação contínua das canções é o fator que proporciona o desenvolvimento de novos conjuntos ou até movimentos especializados, como acontece também nas artes plásticas. As referências e influências particulares do artista levam-no para caminhos às vezes nunca explorados, desenvolvendo, em alguns casos, um marco na arte na cultura nacional.

A Música Popular Brasileira é um estilo de música muito amplo. É fácil reconhecer os traços da Bossa-nova na MPB, porém outras vertentes da música deram sua contribuição no nascimento deste estilo. O Rock está presente no DVD “Ao Vivo lá em Casa” do ex-vocalista do Titãs, Arnaldo Antunes, que faz um som com características bem brasileiras e traços da MPB. Todo trabalho criado que leva essa tradição nacional, influência dos grandes nomes da música brasileira e que tem, acima de tudo, uma referência da cultura popular pode ser considerado MPB.

A MPB é o Chorinho brasileiro, é o Baião nordestino. Ela pode ser o Tropicalismo, o Rock n’ Roll nacional ou a Vanguarda Paulista. A música popular brasileira é uma Mutação interminável! O mundo se transformou, por que ela continuaria a mesma? Não importa se o ouvinte prefere Elis Regina ou Maria Rita, a cultura que ele vai adquirir ao conhecê-las é o que mantém este estilo musical vivo até hoje.






quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Imaginação pode ser a solução: História de Robert Johnson


Robert Johnson. (Foto: http://3.bp.blogspot.com)




A data é 11 de agosto de 1938. Na cidade de Greenwood, no estado do Mississipi, o povo aguarda a presença do homem que dizem ter vendido sua alma ao diabo. O ruído do trem aumenta conforme ele se aproxima da estação. A antecipação de alguns moradores acompanha o volume do barulho que ressoa do trem.

Muitos temem a presença deste homem, muitos admiram a sua música. Algo estranho paira no ar, enquanto pessoas aguardam a chegada do homem misterioso na própria estação de trem. Um último suspiro vindo dos freios do trem marca a parada total nos trilhos. Jovens, adultos, homens e mulheres desembarcam na cidade. Porém, aquele que era aguardado com temor de uns e admiração de outros não desceu de nenhum dos vagões.

O bar “Three Forks” já anunciou o concerto deste artista “infernal”. Ao passear pela rua é possível ouvir alguns comentando: “ele toca de costas para o público, para não mostrar o olhar demoníaco que surge para ajudá-lo”. Muito é dito, boatos são contagiosos como a gripe, mas a única certeza que todos tinham é que o gaitista Sonny Boy Williamson acompanhará o artista que dizem ser associado a Lúcifer.

O trem que deveria trazê-lo já chegou, todos desembarcaram, mas o guitarrista não desceu. Este fato fez grande parte da população local imaginar diversas histórias do que poderia ter ocorrido: “Será que o demônio finalmente cobrou sua dívida?”

Apenas o jovem Sonny sabia o paradeiro dele, mas resolveu não contar a ninguém. Todo aquele alarde foi dando visibilidade ao show, enquanto todos imaginavam quando o guitarrista chegaria, ele se escondia na cama de uma mulher casada na parte sul da cidade.

Em poucos dias, eles tocariam no bar Three Forks e com tantos boatos sobre o bluesman, que gravara algumas músicas em 1936 e 1937, o show ficaria lotado. Estas canções teriam sido gravadas com um dom oferecido a ele diretamente pelo Satanás, em uma encruzilhada da Highway 61 com a Highway 49. Ele portava seu violão, esperou até um pouco antes da meia-noite. Quando o relógio ficou com os ponteiros juntos no número 12, o Diabo surgiu e tocou-lhe o ombro. Ele sabia que era importante não olhar para o Demônio, que pegou seu violão, tocou algumas músicas e devolveu o instrumento. Com este simples gesto o acordo foi feito.

Finalmente chegou o dia do concerto e muitos da cidade estão animados, muitos estão apavorados e todos aguardam por algo diferente. O bar está lotado, Sonny aguarda a presença do polêmico guitarrista olhando para as pessoas presentes no Three Forks. Sua atenção está em um homem de aparência bruta, suado e com cara de poucos amigos. Aquele homem não lhe é estranho.

Robert Johnson entra no bar, segurando seu violão na mão esquerda. Ele pede um uísque para o barman e olha ao redor. Rapidamente percebeu que o olhar de todos está voltado para o bar de madeira antiga onde está sentado. Ele termina seu uísque e chama seu amigo Sonny Boy Willamson para começar a tocar.

Após três músicas, Sonny repara que aquele homem de aparência bruta, que chamou sua atenção antes do show, despejou algo na bebida de Robert e tenta avisá-lo. Porém, Johnson não lhe dá ouvidos e toma o drink envenenado.

Três dias depois da intoxicação descobriram que o homem que o envenenou era marido da mulher que Robert dormiu alguns dias antes da apresentação. Johnson se recuperou do envenenamento, mas com o corpo debilitado acabou falecendo de uma pneumonia. Era o fim do mestre do blues que diziam ter vendido a alma ao Belzebú.



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Diário de um jornalista de São Paulo: O Show do Trombone


Bocato em apresentação com seu trombone. (Foto: marcelocostaphotos.blogspot.com)



Em uma noite de quente de verão, na cidade de São Paulo, teve início uma busca de informações sobre um grande músico brasileiro. Eu caminhava pela Vila Olímpia em direção a uma sala de aula onde deveria acontecer o primeiro atendimento de grupo do Trabalho de Conclusão de Curso da minha empreitada para me tornar um jornalista.



Ao entrar na sala, percebi que os grupos para o TCC já haviam sido formados e eu ficara de fora de todos eles. Um tanto quanto chateado e me sentindo “persona non grata” da classe, tentei procurar se havia alguém na mesma situação. Reparei que um jovem publicitário que resolveu virar jornalista havia ficado de fora desta seleção de grupos e pensei “estamos no mesmo barco”.

Já éramos amigos e não demorou muito para que este jovem aceitasse formar o grupo de trabalho comigo. O nome dele era Renato, um japonês de características únicas, conversava com todos, era muito animado e sempre tinha um tom cômico em suas frases.

Ainda meio perdido e sem saber o tema do nosso trabalho, encontrei outro amigo que também havia sido deixado de lado das “panelas” da classe. Um fato que realmente me deixou surpreso, pois este jovem sempre me pareceu uma das pessoas mais populares da Universidade. Ele sempre conversava com todos os tipos de pessoas, todos o conheciam desde o início das aulas, diferentemente do meu caso e do Renato que entramos na classe fazia apenas um ano ou pouco mais que isso. Há pouco tempo ele havia retornado de um intercâmbio do México, seu nome era Bruno, porém pelo fato de ser recém chegado ao Brasil vindo da cidade do México o apelidamos de Mexicano.

Perguntei discretamente se ele estava sem grupo e se gostaria de formar um trio. O Mexicano aceitou sem titubear, já demonstrando muita empolgação apresentou suas idéias para o tema da matéria que escreveríamos futuramente. Uma das idéias apresentadas pelo colega foi escrever uma Reportagem de Perfil sobre o baixista Celso Pixinga. A idéia era muito boa, todos nós gostávamos de música e seria um trabalho divertido de fazer. Já imaginávamos as entrevistas, os shows e o ambiente que viveríamos no ano de 2010.

Nosso orientador gostou da idéia do perfil sobre algum artista, mas ainda não estava convencido se o Celso Pixinga era a melhor opção para a reportagem. Pensamos rapidamente no nome de Hermeto Paschoal, mas como não tínhamos certeza de como entrar em contato e nem seu estado de saúde na época, deixamos essa idéia de lado. Após um brainstorming de duas ou três horas, ouvi o orientador comentar “E o Bocato?”

Essa simples frase foi o bastante para que minha mente me levasse à última apresentação que havia presenciado deste mestre da música instrumental brasileira. Lembrei de uma época triste, foi o dia em que o mundo da música perdeu o melhor baterista que eu já vi tocando, o espetacular Gigante Brasil.

Ele era uma pessoa maravilhosa, sempre sorridente, um indivíduo que marcou pela irreverência, estilo inigualável e um coração que abrigava o mundo todo. Grandes músicos prestavam suas homenagens ao Gigante,quando Bocato subiu ao palco com tristeza no olhar, cabisbaixo e sereno começou a soltar notas que misturavam o seu toque jazzado com uma dor que transbordava de sua alma. A imagem que Itacyr Bocato Jr. me passava era de um homem que havia perdido seu irmão naquele dia, um homem com um espaço vazio em seu peito que nunca mais seria preenchido.

Após esse flash back que a minha mente aprontou, fiquei empolgado com a chance de conhecer melhor este músico que havia me impressionado tanto em um momento tão trágico. A orientadora de outro grupo ouviu nossa conversa e comentou que havia assistido uma apresentação do Bocato no dia anterior em um bar chamado Kabul.

Estava decidido. Bocato seria o tema para nosso TCC.

Só esquecemos de um simples detalhe, ele ainda não tinha aceitado o fardo de ser perseguido e interrogado por jovens jornalistas apaixonados por música. Dúvidas pairavam sobre a mente dos três integrantes do grupo. Será que ele vai topar? Como ele deve ser pessoalmente? Será que vai ser simpático?

As dúvidas estariam todas esclarecidas em uma semana, quando marcamos de encontrar com o trombonista no bar mencionado pela professora.

Chegou o dia tão esperado, iríamos conhecer o grande mestre do trombone. Para tentar bater um papo descontraído com Bocato, chegamos ao bar e logo procuramos o gerente, que se prontificou a disponibilizar cinco minutos para conversarmos com o artista.

Quando observei o ambiente foi fácil perceber que o bar iria esquentar com o som do trombonista, pois muitos já estavam aguardando ansiosamente a presença do maestro. Quando o mesmo mostrou sua face inconfundível na porta de entrada fiquei travado e tenso. Ele passeou um pouco, cumprimentou algumas pessoas e subiu para uma salinha reservada para os músicos.

O gerente subiu logo atrás para perguntar se ele nos receberia. Logo desceu e nos informou que o Bocato havia aceitado nos receber. Subimos as escadas com um ar de tensão e medo, mas encontramos um artista calmo e relaxado, tomando seu cafezinho sentado no sofá. Recebeu-nos com muita simpatia, com um grande sorriso no rosto. Isso me acalmou e olhei meus companheiros abaixando a guarda também.

O primeiro a falar foi o japonês, que foi explicando a nossa idéia para o futuro Tema do nosso TCC. Após algumas palavras do Renato, o mexicano continuou a conversar e contar o tínhamos em mente. Me senti travado, estava com a perna bamba e engasgado, não saía uma palavra da minha boca. Talvez por ser um fã, não conseguia me expressar direito. Mas comentei que já havia visto algumas de suas apresentações e que era um grande fã do seu trabalho.

Bocato aceitou nos ajudar neste projeto assim que paramos de tagarelar. Ele soltou um sorriso e percebeu a ansiedade que brotava daquele grupo de futuros jornalistas.

Posso dizer que após um ano seguindo e entrevistando este mestre, aprendi realmente o que é ser jornalista. Ao explorar cada canto da vida de uma pessoa e perceber que aquele seu ídolo é um ser humano e que ele tem problemas como qualquer outra pessoa, me ajudou a crescer muito.

Bocato é um ser humano maravilhoso, engraçado e absurdamente inteligente. Mostrou para nós três os valores da vida, a luta em busca do que você realmente quer e a força que o ser humano tem dentro de si.

Obrigado Itacyr Bocato Jr. pela inspiração de vida que você foi para estes jovens jornalistas!

Assista ao trecho do show instrumental de Bocato no SESC em 2010:


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A Liga dos Músicos Marginalizados versus A Legião da Mídia Mesquinha


Zona Blues. (Foto: http://mpbluestrio.blogspot.com/)

Seguir o caminho da arte é algo trabalhoso e pode levar à falência. Um músico que tem um dom para determinado instrumento pode se apresentar em bares da nossa capital, mas será obrigado a conviver diariamente com tudo de bom e ruim que a noite paulistana oferece.



É difícil enfiar a mão no bolso, abrir a carteira e perceber que ela está vazia. Ao mesmo tempo olhar ao redor e ver a quantidade de pessoas que gastam dinheiro se embebedando e se empanturrando nos barzinhos, enquanto aquele pobre artista, que faz muito bem seu trabalho e não é reconhecido, continua com seu instrumento surrado e é obrigado a guardar seus centavos para pagar as contas.

O que passa na mente de um músico que percebe que a sua carreira ficou estagnada no submundo das apresentações de música? Como se sente uma pessoa que tem talento, que respira arte e é obrigado a presenciar essa piada de mau gosto que é a mídia avarenta?

O verdadeiro artista sofre um castigo diário ao ser obrigado a ver pessoas totalmente sem talento fazendo sucesso e ganhando rios de dinheiro por músicas sem conteúdo, sem um arranjo bem feito, sem uma letra bem trabalhada.

Músicos fabricados em “laboratório” são lançados por todo o país enquanto jovens que demonstram talento e aptidão na música ficam marginalizados. Estes marginais da arte poderiam se tornar instrumentistas famosos em todo o mundo, mas sem um incentivo real este sonho sempre será inviável.

É triste ver que o país que uma vez já exportou nomes como Carmen Miranda, Tom Jobim, Baden Powell e Raul de Souza, hoje é conhecido no exterior por Michel Teló.

Seria cômico se não fosse trágico.

Assista a este vídeo da banda Zona Blues que toca em Bares e Pubs de São Paulo, mas tem talento o bastante para lotar um estádio de futebol! Confira, aprecie e divulgue o trabalho destes artistas maravilhosos.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Artistas de Rua, um traço não explorado da cultura urbana de São Paulo

Artista de Rua (Imagem: Google)



Em meus passeios pela capital paulista, me deparei com um artista de rua realizando uma performance de alta qualidade. Um jovem com uma aparência simples e com um grande sorriso no rosto.



Fiquei alguns minutos ouvindo o som de seu violão que ressoava pela Rua 15 de Novembro, bem próximo a Bovespa (Bolsa de Valores do Estado de São Paulo). Foi quando reparei que todos aqueles seres humanos engravatados passavam pelo músico como se o mesmo fosse um mendigo ou um pedinte. Um traço de revolta tomou meus pensamentos e resolvi ajudar o jovem artista com R$ 5,00 que tinha no bolso.

Ele interpretava uma música do UB-40, chamada Red Red Wine, com muito sentimento e destreza em seu instrumento surrado e judiado por anos de treino e apresentações pelas calçadas da cidade. Logo após terminar a música ele agradeceu a minha contribuição e me fez a seguinte pergunta: “Você gosta de Bob?”

Fiz um sinal de positivo com a cabeça, que foi o suficiente para o artista interpretar a música One Love do mestre Bob Marley, de uma maneira única e singela. Após ouvir a música, reparei que estava atrasado e corri para o trabalho. Porém, fiquei com uma dúvida na cabeça. Por que o artista de rua é tão subestimado no nosso país?

Há pouco tempo atrás o prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, criou diversos empecilhos para os artistas de rua, chegou-se a comentar pela cidade que não poderia existir mais nenhum artista se apresentando nas calçadas da nossa capital cinzenta. Agora, acredito que a empreitada do prefeito para combater a cultura não foi bem sucedida, pois neste fim de semana encontrei diversos tipos de artistas na Avenida Paulista se apresentando.

Um senhor que pintava retratos das pessoas que passavam pela rua e uma jovem de cabelos castanhos que soltava notas lindas de um violino muito bem cuidado, com cara de novo, chamaram minha atenção. Comprei um cigarro na banca de jornal e fiquei observando a jovem explorar seu violino, expressando toda sua estima pela música através do sentimento que surgia de cada nota daquele instrumento vistoso de sonoridade suave e delicada. Peguei algumas moedas do troco do meu cigarro e joguei na caixa do violino da moçinha e recebi um agradecimento acanhado em meio à música que continuou perfeita.

No caminho até a minha casa fiquei pensando, por que poucas pessoas ajudam os artistas de rua? Será que a pressa de São Paulo não nos deixa apreciar a arte que está estampada bem na nossa cara? Se ajudarmos estes propagadores autônomos da arte a quantidade deles aumentará?

De uma coisa tenho certeza, eu adoraria ver um artista em cada esquina ou em cada estação de Metrô se apresentando para estas pessoas que deveriam diminuir a correria e aumentar sua cultura.

Confira este vídeo do mestre da bateria, Gigante Brasil, fazendo um som maravilhoso na Rua Teodoro Sampaio. Banda tocando na rua, mas que poderia estar se apresentando em qualquer conservatório renomado de São Paulo!



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Barão Vermelho e Cazuza: Os maiores abandonados

Barão Vermelho em sua formação original. (Foto: remember80.com.br)


Uma banda que representa o rock nacional com louvor.



O Barão Vermelho foi criado no ano de 1981, no Rio de Janeiro. Inicialmente a formação era Roberto Frejat na guitarra, Guto Goffi na bateria, Dé Palmeira no baixo e Maurício Barros no teclado. Porém em 1982 aconteceu um encontro que transformou o rock brasileiro nos anos 80. Os quatro integrantes se juntaram ao vocalista Cazuza e gravaram o primeiro LP, com o mesmo nome da banda "Barão Vermelho". Em 1983 o conjunto começou a conhecer o sucesso, após lançar o disco "2", que contava com a faixa “Pro Dia Nascer Feliz”.

Mas o Barão caiu na boca do povo em 1984 com a música "Beth Balanço". Essa canção faz parte do disco "Maior Abandonado" que foi considerado o melhor álbum da banda, tanto pela crítica especializada como pelo público. Em janeiro de 1985 participam do Rock In Rio, onde realizaram dois shows durante o festival. Cazuza já demonstrava alguns atritos com os outros integrantes e em junho de 1985 deixou o conjunto e partiu para sua carreira solo. O Barão continuou sua trajetória de sucesso mesmo sem o vocal e a poesia de Cazuza.

 O ex-vocalista do Barão fez um ótimo trabalho em sua carreira solo, até falecer em 1990. A banda continuou com grande repercussão de crítica e público. Até hoje o Barão Vermelho é uma das bandas de rock mais respeitadas e admiradas em todo o Brasil.

Encontrei um vídeo do show completo do Barão no Rock in Rio de 1985. Uma performance cheia de energia, com o Frejat tocando muito e Cazuza inspirado. O Brasil estava saindo da ditadura e a trilha sonora era puro rock n’ roll!

Aproveite:

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

James Brown, the Godfather of Soul

James Brown. (Foto: Site outra-cena.com)

James Brown sempre foi considerado um músico que demonstrava muita energia e intensidade no palco. Um verdadeiro Showman que levava o público a loucura.



Vindo de uma humilde família americana, da Carolina do Sul, o homem que futuramente seria chamado de Padrinho do Soul teve uma infância conturbada. Quando ainda era muito novo, sua mãe o abandonou e seu pai o levou para a casa de uma tia, em Augusta na Geórgia, onde funcionava uma casa de prostituição. Com 16 anos já havia cometido alguns delitos e foi condenado por assalto a mão armada e encaminhado a um centro de detenção juvenil.

Durante esta passagem pelo reformatório juvenil, James Brown conheceu Bobby Byrd. Este nome foi muito importante na carreira do Rei do Soul, pois foi com a ajuda de Byrd e sua família que finalmente James Brown seguiu seu caminho na música.

Bobby Byrd e sua irmã Sarah, juntamente com Brown, formaram uma banda chamada “The Gospel Starlighters” que futuramente mudaria seu nome para “The Flames”. Depois de algum tempo na estrada, a banda de James ficou famosa e assinou contrato com grandes gravadoras.

Ele sempre foi famoso por exigir muita organização, precisão de seus músicos e dançarinos. Ensaiavam até atingir a perfeição e até mesmo nestes ensaios, os artistas tinham que usar o mesmo "uniforme" que usariam durante os shows. E não parava por aí, tinha outras regras em relação a sua banda. James aplicava multas nos membros da banda que calçassem sapatos não engraxados, dançassem fora da sincronia e entrassem atrasados no palco.

A carreira deste mestre do Funk influenciou profundamente a evolução de diferentes gêneros musicais. Por muitos anos, seus shows eram considerados os mais extravagantes da América.

Infelizmente este mestre veio a falecer na noite de Natal de 2006, vítima de uma pneumonia que resultou em uma insuficiência cardíaca.

Atualmente existe o boato que um filme com a biografia do “Godfather of Soul” está a caminho e que Spike Lee seria o diretor. O que nos resta agora é aguardar e continuar curtindo seus discos e vídeos.



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Stevie Maravilha


Stevie Wonder. (Foto: Blog bklynbywaycuse.wordpress.com)

Uma criança prodígio demonstrou realmente ser iluminada.




Devido a um parto prematuro, Stevland Hardaway Morris contraiu um deslocamento das retinas e teve uma retinopatia, desde então não pôde utilizar seus olhos para ter uma percepção do mundo ao seu redor.

Ainda muito jovem Stevie demonstrava grande aptidão com diversos instrumentos como a gaita, piano, bateria e baixo. Pelo selo Tamla, Little Stevie gravou o single, "I Call It Pretty Music, But the Old People Call It the Blues", que foi lançado no fim de 1961. Wonder também lançou seus dois primeiros álbuns, The Jazz Soul of Little Stevie e Tribute to Uncle Ray, em 1962.

Aos 13 anos, Wonder conseguiu gravar um single durante apresentação ao vivo da turnê Motor Town Revue, a música foi intitulada "Fingertips (Pt. 2)", sendo lançada no álbum "Recorded Live: The 12 Year Old Genius". Neste início de carreira a banda ainda contava com Marvin Gaye na bateria e Stevie tocava bongôs e gaita. A canção chegou ao topo das paradas do Pop & R&B e fez com que o Little Stevie se consagrasse o maravilhoso 
Stevie Wonder.